terça-feira, 16 de agosto de 2011

No reino das pedras

A Capadócia é uma região especial. A natureza passou por aqui e deixou a sua marca de forma indelével. As paisagens são fantásticas e nos deixam embasbacados. São milhões de formações rochosas formadas a partir de lava e cinzas vulcânicas, decorrentes da erupção de quatro vulcões há milhares de anos. A ação das águas, ventos e neve esculpiu as rochas de maneira peculiar.


No dia de ontem fomos visitar alguns locais e dois nos marcaram muito. O primeiro foram umas cavernas que tinham muita história pra contar. Como as rochas formadas pelas cinzas vulcânicas são de fácil perfuração e a madeira era escassa na região, os bizantinos escavaram cavernas e lá fizeram suas casas e igrejas. Assim, os morros são cheio de salas e túneis, que permanecem com a temperatura estável durante o ano todo, ou seja, frescos no verão e quentes no inverno.


A segunda atracão que nos marcou muito foi a visita a uma cidade subterrânea. É isso mesmo, uma cidade em baixo da terra, e não foi feita pelo Roriz não. Foi iniciada em 2000 antes de Cristo e chegou até os romanos. Depois deles, ninguém mais a usou e sequer sabia-se da sua existência. Ela só foi descoberta por mero acaso na década de 60. Uma galinha entrou em um buraco e o dono quando foi tentar tirá-lá de lá, percebeu que o lugar não era só um mero buraco, era um mundo subterrâneo.


São, ao total 8 andares, dando alguns quilômetros de percurso. Quando entramos achei que veríamos apenas alguns cômodos, mas, ao final, foi uma das minhas maiores surpresas na viajem.


A cidade foi descoberta há apenas 50 anos e muitos estudos ainda são feitos a seu respeito. Lá encontramos, muitas salas, cozinhas, portas de segurança, uma espécie de túnel que serve para se comunicar com outros andares (pode-se considerar que essa foi uma das primeiras idéias de telefone da história), locais para animais, igreja entre outras coisas.


O clima mantém-se, miraculosamente, aos 13 graus. Independente do clima da superfície. São muitas escadas e diversos corredores. Em alguns lugares passamos apertadíssimos (isso era usado também para a segurança, pois o inimigo tinha que se abaixar). Entre outros achados, foi encontrado um túnel que provavelmente leva a uma outra cidade subterrânea há mais de 8 km de distância.

Enfim, uma bela demonstração da avanço dos povos antigos. Pois essa cidade servia para os abrigar de inimigos (a região e a passagem mais curta entre o ocidente e o oriente) e do clima que pode variar de 45 a - 5 graus.

Epopéia

Desde quando planejamos a viagem à Turquia, decidimos que a região da Capadócia seria imperdível. Ocorre que esse local fica bem no meio do país, já bem pra dentro da Ásia. E como por aqui não existe a facilidade de outros países para se locomover a grandes distâncias, imaginávamos que teríamos algumas emoções para chegar lá.

Depois de irmos a Pamukkale, deveríamos seguir para Denizli e pegarmos um ônibus que iria nos levar durante toda a noite para Nevsherir, onde deveríamos chegar pela manhã.

Vocês se lembram que a Vania escreveu que na França vivíamos uma corrida maluca, por falta de informações? Aqui na Turquia é muito pior! Vivemos uma gincana, na qual nunca sabemos o próximo passo. Só em cima da hora aparece alguém da agência de turismo que contratamos para nos salvar. Antes disso, ninguém nunca sabe de nada.

Quando acabou o passeio por Pamukkale, o nosso guia, aquele que eu já tinha considerado buena gente, nos informou que ele não nos levaria a Denizli, mas nos deixaria em um local onde uma pessoa nos levaria.

Então, ele nos deixou em um pequeno hotel e nos informou que alguém iria nos levar. Pedimos mais informações por lá e nos disseram que tínhamos de esperar até as 20h. Ficamos esperando, pois ainda era 4 da tarde.

Às 19h50 comecei a desconfiar de que havia algo errado, pois todas as pessoas que estavam por lá foram pegando as suas malas e saindo. Falar inglês por aqui é um ato heróico e depois de muito esforço, descobrimos que não existia o certo alguém para nos levar. Como já estava encima da hora, uma pessoa do hotel conseguiu uma carona, que nos levou para uma agência de turismo que ficava por perto e lá conseguimos a informação de que tínhamos que ir de transporte público até Denizli.

Tivemos sorte e um menino da agência nos acompanhou até o ponto do ônibus. Perguntamos quanto tempo levava até Denizli e ele disse que por volta de 40 minutos. Até então, estávamos ansiosos com a falta de informação, mas agora estávamos aflitos, pois o nosso ônibus partia de Denizli às 21h e já era 20h10 e nós dois parados esperando o transporte público e nada!

De repente, o menino vira pra gente e fala no melhor inglês turco: “When bus stop, you run!”. Achamos aqui muito estranho. Como assim correr? Quando vimos o transporte entendemos o porquê de correr. Era uma van que já estava meio cheia e se nós não entrássemos na frente de todos os que estavam na parada, iríamos perder o busão para a Capadócia. Heroicamente, conseguimos entrar no carro, que saiu entupido, com gente em pé. Outros turistas não tiveram a mesma sorte e um tanto ficou pra trás na parada.

Ao final, chegamos faltando 10 minutos para pegarmos o ônibus para Nevsehir. Viajamos durante toda a noite e de manhã, passamos por mais um momento de aflição quando vimos o ônibus passar por Nevsherir sem parar. Foi quando descobrimos que iríamos descer em Göreme e depois tínhamos que nos virar para ir para o nosso hotel, que ficava em Ürgup. Isso tudo tentando se comunicar por mímica e por turco.

A sorte foi que quando descemos em Göreme, um senhor de uma agência nos ajudou ligando para o hotel, que mandou um carro ir nos buscar. Ufa! Finalmente chegamos à Capadócia! Sãos e salvos!


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Castelos de Algodão


Saímos ontem pela manhã de Kusadasi e fomos para Pamukkale, onde ficam as ruínas da antiga cidade de Hierápolis e os belíssimos terraços de mármore travertino  (uma espécie de calcário), que parecem flocos de algodão.

As águas que descem o alto do morro em Pamukkale formam pequenas piscinas brancas de águas termais. Pena que estava muito cheio de gente e o sol, muito forte. Como as águas são rasas e quentes não dava para se refrescar do imenso calor que fazia. Além disso, as formações de calcário, por serem brancas como flocos de neve, refletem a luz de sol e aumentam ainda mais a luminosidade e a sensação de calor.

A vista é belíssima e bastante inusitada, pois parece que as piscinas foram construídas por inspirados arquitetos que queriam formar vários degraus com pequenas quedas d'água. Já as ruínas da cidade, depois de uma visita a Efesos, não causaram grandes impressões.

Havia também uma piscina repleta de ruínas antigas dentro de uma espécie de clube. Como iríamos passar pouco tempo por lá achamos que não valia a pena pagarmos as 50 liras que estavam cobrando pelo uso da Piscina da Cleópatra. Para quem for visitar o local fica a dica: vá no início da manhã ou no final da tarde para evitar o sol forte e a multidão de turistas.


sábado, 13 de agosto de 2011

E lá vamos nós

Hoje começamos o dia indo a uma mesquita mais antiga que as de Istambul, datando do século XIV. Depois fomos em direção à cidade antiga de Éfeso. Ela era a maior cidade asiática do Império Romano na época de Jesus Cristo, chegando a ter aproximadamente 500.000 pessoas. Além disso, ela é citada em algumas passagens da Bíblia, pois por ela passaram João e Paulo, os apóstolos.



A cidade, diferente das outras ruínas que tínhamos visitado, não fica em cima de nenhum morro, mas em um vale. Nos tempos antigos, tinha saída para o Mar Egeu, mas, com o passar dos anos, o mar foi assoreado e a cidade acabou perdeu a sua importância.


As belas ruínas que vimos não deixam dúvida de quão bela Éfeso era. Podemos destacar a biblioteca de Celso, que é uma das imagens mais famosas da Turquia, o teatro para cerca de 25.000 pessoas, com acústica fenomenal, os mosaicos que ainda enfeitam uma das ruas e o banheiro público, no qual os romanos iam para sentar em uma pedra de granito, com um buraco no meio, para conversarem tendo ao fundo o som de tocadores de flauta (será que eles não tinham um lugar melhor para baterem papo?) Ainda bem que perdemos esse costume.



À tarde, fomos ver a casa em que a Virgem Maria viveu nos seus últimos anos de vida, em companhia de João. A casa atual foi reconstruída sob as ruínas da casa anterior, que datam do século I a.C. Ela fica em uma colina, acima da cidade de Éfeso. Existem algumas evidências que levam a acreditar que a Maria morou realmente ali: a visão de uma freira, que conseguiu retratar o local perfeitamente, mesmo sem nunca ter ido lá, e os registros bíblicos de que João foi para Éfeso para cuidar de Maria. Acredita-se que ela foi morar no alto da colina temendo ser perseguida. Achamos que ela teve uma ótima idéia, pois o local é lindo, calmo e nos transmite uma boa sensação de paz. Pudemos ver a humildade na qual Maria vivia e a beleza de toda a região em volta.


Ao final do dia aproveitamos a tardezinha em uma praia que fica em frente ao nosso hotel em Kusadasi. Aliás, amanhã, deixaremos essa bela cidade para rumarmos para o centro do país. Durante o dia iremos a Hierápolis e Pamukkale e à noite, viajaremos de ônibus para a Capadócia.

Os guias e a prisão de tapetes

Hoje eu lembrei, com todas as minhas forças, o porquê de termos escolhido viajar por nossa própria conta, sem que uma agência ou um guia nos conduza. Ter alguém te conduzindo é bom, mas isso também é ruim. Eu gosto de liberdade.

Sei que deve existir alguns guias sérios, que só se importem em mostrar pontos turísticos. Mas, sempre que pegamos guias, temos que lidar com profissionais que querem explorar o turista além do que já foi pago.

No Brasil já passamos por isso, mas os guias são mais sutis. Vendem outros pacotes, ingressos para eventos, entre outras coisas. Mas aqui na Turquia, a exploração é evidente e, em alguns momentos, inconveniente. Vem ocorrendo sistematicamente com os guias do interior do país.

Ontem, passamos por uma situação inusitada. Chegamos a cidade de Bergara, para vermos Pérgamo. Tínhamos um guia só para gente e isso foi bom. Ao final, o guia veio com uma conversa de que ajuda o povo da vila a vender tapetes porque eles não sabem falar inglês.

Como a Vania falou no post passado, ele sumiu com o motorista e ficou nos chamando para dentro da casa. Percebemos que se não entrássemos, o motorista não apareceria. Entramos e percebemos que a profissão dele não é de guia, e sim de vendedor. As pessoas que ele ajuda formam uma fábrica grande com mais de 5.000 tapetes. Ou seja, ele não ajuda ninguém, a não ser o seu próprio bolso. Pilantra. Detalhe, a gente entra na loja e eles fecham a porta. É quase que uma coação.

Hoje outra pilantragem. Em vez de vermos os locais com mais calma, o guia, se é que podemos chamá-lo assim, nos levou para duas vendas, somente para ganhar a sua tão desejada comissão. É claro, a ultima se tratava de uma loja de tapetes no meio do nada. E foi o mesmo procedimento, as pessoas entram, a loja é trancada e é um Deus nos acuda para conseguir sair. Como estávamos vacinados, não entramos em nenhuma. Mas quem saia vinha até meio que sem fôlego, porque teve que fugir da prisão dos tapetes.

Em resumo, o guia impresso que trouxemos pedia para se ter paciência com os vendedores de tapetes. Ele estava com a razão. Já estamos vacinados. Mas com os guias que teremos até o final da viagem, ainda não sei. Estou doido para dar um pé neles.

Quem nasce solto, jamais gostará de sentir preso.

Rapidinhas 3


A Turquia tem, aparentemente, o mesmo nível da avanço tecnológico que o Brasil, pelo menos no que se refere às praticidades do dia a dia. Contudo, tem um produto bem antigo que ainda não chegou por aqui: café. Existe um líquido preto que eles chamam de coffee, que até se parece com café, mas que nós ainda não descobrimentos o que é.


Lembra que fomos pedir informações e o cara depois tentou nos vender tapetes? Pois é. Acho que vendedor de tapete por aqui é igual a lobisomem: se transforma de acordo com a lua ou o sol, sei lá. Só sei que hoje o nosso guia em Pérgamo se transformou em um deles. Após a visita às ruínas, voltamos para o ponto de apoio, onde iríamos encontrar com o motorista que iria nos levar para Kusadasi, mas, segundo o guia, o motorista tinha ido buscar uma terceira pessoa e ainda iria demorar. Enquanto isso, o guia nos levou para uma sala com 5 mil tapetes e tentou de todas as formas nos vender um. Depois de muito insistir, quando ele percebeu que não iria vender nada, deixou a gente sair da sala, onde, milagrosamente, o nosso motorista apareceu. Quando eu tiver filhos, em vez de contar a história do bicho-papão, vou contar a história do vendedor de tapetes que comia motoristas...


Você conhece o ditado "fala mais que o homem da cobra"? Descobrimos que o homem da cobra é turco. Basta juntar dois que não falta mais assunto.


À medida que nos afastamos de Istambul, nossos companheiros de viagem têm se tornado menos numerosos, até que hoje à tarde erámos apenas eu e o Ramon para irmos de Tróia até Pérgamo e de lá até Kusadasi. Então, contrataram um motorista para nos levar e nos avisaram que ele não fala inglês. Assim, se a gente precisasse parar em algum lugar para comprar água ou fazer xixi, era só falar "stop" e se desse alguma merda era para falar "phone", que ele ligava para o rapaz da agência que fala inglês. Que medo...


Falando em medo, alguém pode me dizer que objeto é esse acoplado ao vaso sanitário?





sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ruínas

Depois de uma noite em Canakkale, partimos para dois passeios que tinham visuais parecidos, iríamos ver as ruínas de duas civilizações que marcaram muito a nossa história: Tróia e Pérgamo.

Tendo sido retratada recentemente em um filme em que o galã Brad Pitt fazia o papel de Aquiles, Tróia é muito famosa graças à literatura grega. Essa cidade foi o palco principal da obra Ulisses, de Homero.


Bem, a história nós sabemos. Mas a cidade de Tróia foi considerada por séculos como mera ficção. Somente no século XIX é que foram achadas evidências da sua existência. Infelizmente a Turquia só passou a tratar dos achados arqueológicos há poucas décadas, o que acabou por prejudicar em muito as ruínas.

Depois fomos a Pérgamo. A cidade ficava em cima de um grande morro e encontra-se em melhor estado que Tróia. Em Pérgamo temos algumas construções que demonstram a capacidade de construção dos antigos. Temos as ruínas do templo à Deusa Atenas, as ruínas do templo de Trajano, além do teatro com capacidade para 10.000 pessoas com todo um cuidado com a acústica. Acho que os construtores da Catedral de Brasília podiam ter vindo ter umas aulinhas sobre como conduzir o som e proporcionar que todos escutem.






Ao final, seguimos mais para dentro do país, para Kusadasi. Acho que hoje andamos uns 600 km de carro.

Camelo do deserto

Queridas pessoas, depois de aproveitarmos as maravilhas de Istambul, começamos o que podemos chamar de operação camelo do deserto.

Fiquem calmos porque não chegaremos a ir a nenhum deserto, mas andaremos bastante. Como vocês puderam ver no ultimo post da Vaninha, deixamos Istambul e adentramos no interior do país. Ontem fomos à Península de Galípoli e encerramos o dia chegando a Canakkale.

A partir de hoje, podemos passar até 4 dias sem dar notícias, pois o acesso à internet ficará escasso. Sempre que pudermos, iremos postar e lhes proporcionar imagens inesquecíveis.

Inté.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vidinha mais ou menos

Hoje madrugamos para irmos de Istambul a Çanakkale, mas valeu à pena. Nós nos orgulhamos das ricas paisagens brasileiras, mas a Turquia também tem muito do que se orgulhar. Já havíamos nos encantando com as belezas do Bósforo e hoje nos deliciamos com as lindas águas do Estreito de Dardanelos e do Mar Egeu.
A Turquia entrou de gaiata na Primeira Guerra Mundial e perdeu muitos soldados em combate, mas o Estreito de Dardanelos (que liga o Mar de Marmara ao Mar Egeu) não foi conquistado pelos Aliados, apesar dos turcos terem enfrentado sangrentas batalhas para defender esse canal tão estrategicamente localizado.
Assim como os alemães em relação à Segunda Guerra, os turcos também fizeram questão de registrar os horrores de uma guerra estúpida para que os mesmos erros não se repitam no futuro. Entretanto, os turcos, em vez de retratarem a guerra de forma vívida e chocante como os alemães, levantaram bonitos monumentos em homenagem aos soldados mortos em um lindo parque cercado pelo mar.
Dessa forma, a Península de Galípoli, local que testemunhou terríveis combates pela disputa de Darnanelos, foi transformada em uma reserva ambiental de rara beleza: o Parque da Paz. E a principal lição que esse parque nos conta é que, no final das contas, não é possível separar heróis de vilões e há monumentos homenageando os soldados dos dois lados envolvidos na disputada, com uma frase de Atartük que nos lembra que somos todos irmãos.
Obs: Atartük é o herói de guerra que, posteriormente, fundou a República da Turquia e foi o seu primeiro presidente, trazendo grandes melhorias para a qualidade de vida da população.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Um pouco de história



Estar na Turquia é vivenciar o maravilhoso mundo da história. Em cada parte da cidade vemos paredes antigas, lembranças de um passado glorioso. Para nos situar um pouco mais, farei uma resumidíssimo relato da história deste pedaço de chão utilizando o nosso dia como plano de fundo.

O que hoje é a Turquia já presenciou momentos marcantes da história da humanidade. Começo elencando que por aqui Alexandre, O grande, ganhou a principal batalha contra os Persas em 333 ac. Depois, esta região foi dominada pelo Império Romano, até que ela própria se tornou o império. Como a história retrata, Constantino, que não era bobo nem nada (estava vendo que o navio lá pelas bandas romanas estava naufragando) tratou de transferir a capital do império de Roma para Bizâncio, fazendo que essa cidade passasse a ser chamada de Constantinopla.

Como todos sabemos o Império Romano foi pro brejo no século V. Entretetanto, a parte que Constantino carregou para o Oriente se manteve até o ano de 1453. Esse povo que se autodenominava romanos e que os livrinhos de história chamam de bizantinos foram o maior império do mundo, depois do fim do de Roma e avançaram muito na arquitetura e no trabalho com o metal.

Os bizantinos construíram muito do que hoje é Istambul. Eles eram católicos e são os responsáveis pela maior igreja do mundo em muitos séculos, muito a frente das européias, a Igreja de Santa Sofia, no século VI.

Em 1453, os bizantinos foram derrotados pelo povo Otomano, que hoje vive na região, os turcos. Esse povo, de origem árabe e que abraça como religião, em sua imensa maioria, o Islã, aproveitou muito do que foi feito pelos bizantinos, fazendo apenas algumas modificações. Podemos ver nas fotos abaixo a Igreja de Santa Sofia, que durante o Império Otomano (que durou até 1922) foi transformada em mesquita.



Os muçulmanos não utilizam nenhuma representação humana ou de animal em suas mesquitas. Assim, eles cobriram com tinta os lindos mosaicos da então igreja de Santa Sofia. Quando a Turquia virou uma república, essa maravilhosa construção deixou de ser mesquita para se transformar em um museu e as pinturas árabes foram retiradas, fazendo surgir uma visão única no mundo. Em uma mesma parede a figura de Maria, Jesus e os nomes de Alá e Maomé.


Os muçulmanos, quase 1000 anos depois da Santa Sofia, construíram uma Mesquita em frente, chamada de Mesquita Sultan Ahmet. Aqui conhecida como Mesquita Azul, pois os turistas acham mais fácil. Quando chegamos não entendemos o porque de azul, mas o nome se deve aos azulejos do segundo piso. Todos eles são ricamente decorados e com a total predominância do azul. A mesquita é linda de todos os ângulos, sendo ela, inclusive que abre este post, com a Vaninha na frente.



Os otomanos também construíram duas outras preciosidades por aqui, o Grande Bazar, que já falamos em outra ocasião, e o Palácio Topkapi. Esse palácio foi a residência da família dos sultões de 1465 a 1853. Trata-se uma construção muito antiga e grande. Não possui a mesma beleza do Palácio Dolmabahce (de ontem), mas apresenta um belo jardim, uma diversidade de construções, pois os sultões sempre levantavam uma lembrança de vitória em batalhas. O palácio também apresenta diversas pequenas exposições.