Este blog foi criado para que nossos parentes e amigos possam acompanhar nossa viagem de lua de mel pela Europa.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
No reino das pedras
Epopéia
Desde quando planejamos a viagem à Turquia, decidimos que a região da Capadócia seria imperdível. Ocorre que esse local fica bem no meio do país, já bem pra dentro da Ásia. E como por aqui não existe a facilidade de outros países para se locomover a grandes distâncias, imaginávamos que teríamos algumas emoções para chegar lá.
Depois de irmos a Pamukkale, deveríamos seguir para Denizli e pegarmos um ônibus que iria nos levar durante toda a noite para Nevsherir, onde deveríamos chegar pela manhã.
Vocês se lembram que a Vania escreveu que na França vivíamos uma corrida maluca, por falta de informações? Aqui na Turquia é muito pior! Vivemos uma gincana, na qual nunca sabemos o próximo passo. Só em cima da hora aparece alguém da agência de turismo que contratamos para nos salvar. Antes disso, ninguém nunca sabe de nada.
Quando acabou o passeio por Pamukkale, o nosso guia, aquele que eu já tinha considerado buena gente, nos informou que ele não nos levaria a Denizli, mas nos deixaria em um local onde uma pessoa nos levaria.
Então, ele nos deixou em um pequeno hotel e nos informou que alguém iria nos levar. Pedimos mais informações por lá e nos disseram que tínhamos de esperar até as 20h. Ficamos esperando, pois ainda era 4 da tarde.
Às 19h50 comecei a desconfiar de que havia algo errado, pois todas as pessoas que estavam por lá foram pegando as suas malas e saindo. Falar inglês por aqui é um ato heróico e depois de muito esforço, descobrimos que não existia o certo alguém para nos levar. Como já estava encima da hora, uma pessoa do hotel conseguiu uma carona, que nos levou para uma agência de turismo que ficava por perto e lá conseguimos a informação de que tínhamos que ir de transporte público até Denizli.
Tivemos sorte e um menino da agência nos acompanhou até o ponto do ônibus. Perguntamos quanto tempo levava até Denizli e ele disse que por volta de 40 minutos. Até então, estávamos ansiosos com a falta de informação, mas agora estávamos aflitos, pois o nosso ônibus partia de Denizli às 21h e já era 20h10 e nós dois parados esperando o transporte público e nada!
De repente, o menino vira pra gente e fala no melhor inglês turco: “When bus stop, you run!”. Achamos aqui muito estranho. Como assim correr? Quando vimos o transporte entendemos o porquê de correr. Era uma van que já estava meio cheia e se nós não entrássemos na frente de todos os que estavam na parada, iríamos perder o busão para a Capadócia. Heroicamente, conseguimos entrar no carro, que saiu entupido, com gente em pé. Outros turistas não tiveram a mesma sorte e um tanto ficou pra trás na parada.
Ao final, chegamos faltando 10 minutos para pegarmos o ônibus para Nevsehir. Viajamos durante toda a noite e de manhã, passamos por mais um momento de aflição quando vimos o ônibus passar por Nevsherir sem parar. Foi quando descobrimos que iríamos descer em Göreme e depois tínhamos que nos virar para ir para o nosso hotel, que ficava em Ürgup. Isso tudo tentando se comunicar por mímica e por turco.
A sorte foi que quando descemos em Göreme, um senhor de uma agência nos ajudou ligando para o hotel, que mandou um carro ir nos buscar. Ufa! Finalmente chegamos à Capadócia! Sãos e salvos!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Castelos de Algodão
A vista é belíssima e bastante inusitada, pois parece que as piscinas foram construídas por inspirados arquitetos que queriam formar vários degraus com pequenas quedas d'água. Já as ruínas da cidade, depois de uma visita a Efesos, não causaram grandes impressões.
Havia também uma piscina repleta de ruínas antigas dentro de uma espécie de clube. Como iríamos passar pouco tempo por lá achamos que não valia a pena pagarmos as 50 liras que estavam cobrando pelo uso da Piscina da Cleópatra. Para quem for visitar o local fica a dica: vá no início da manhã ou no final da tarde para evitar o sol forte e a multidão de turistas.
sábado, 13 de agosto de 2011
E lá vamos nós
Os guias e a prisão de tapetes
Rapidinhas 3
A Turquia tem, aparentemente, o mesmo nível da avanço tecnológico que o Brasil, pelo menos no que se refere às praticidades do dia a dia. Contudo, tem um produto bem antigo que ainda não chegou por aqui: café. Existe um líquido preto que eles chamam de coffee, que até se parece com café, mas que nós ainda não descobrimentos o que é.
Lembra que fomos pedir informações e o cara depois tentou nos vender tapetes? Pois é. Acho que vendedor de tapete por aqui é igual a lobisomem: se transforma de acordo com a lua ou o sol, sei lá. Só sei que hoje o nosso guia em Pérgamo se transformou em um deles. Após a visita às ruínas, voltamos para o ponto de apoio, onde iríamos encontrar com o motorista que iria nos levar para Kusadasi, mas, segundo o guia, o motorista tinha ido buscar uma terceira pessoa e ainda iria demorar. Enquanto isso, o guia nos levou para uma sala com 5 mil tapetes e tentou de todas as formas nos vender um. Depois de muito insistir, quando ele percebeu que não iria vender nada, deixou a gente sair da sala, onde, milagrosamente, o nosso motorista apareceu. Quando eu tiver filhos, em vez de contar a história do bicho-papão, vou contar a história do vendedor de tapetes que comia motoristas...
Você conhece o ditado "fala mais que o homem da cobra"? Descobrimos que o homem da cobra é turco. Basta juntar dois que não falta mais assunto.
À medida que nos afastamos de Istambul, nossos companheiros de viagem têm se tornado menos numerosos, até que hoje à tarde erámos apenas eu e o Ramon para irmos de Tróia até Pérgamo e de lá até Kusadasi. Então, contrataram um motorista para nos levar e nos avisaram que ele não fala inglês. Assim, se a gente precisasse parar em algum lugar para comprar água ou fazer xixi, era só falar "stop" e se desse alguma merda era para falar "phone", que ele ligava para o rapaz da agência que fala inglês. Que medo...
Falando em medo, alguém pode me dizer que objeto é esse acoplado ao vaso sanitário?
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Ruínas
Camelo do deserto
Fiquem calmos porque não chegaremos a ir a nenhum deserto, mas andaremos bastante. Como vocês puderam ver no ultimo post da Vaninha, deixamos Istambul e adentramos no interior do país. Ontem fomos à Península de Galípoli e encerramos o dia chegando a Canakkale.
A partir de hoje, podemos passar até 4 dias sem dar notícias, pois o acesso à internet ficará escasso. Sempre que pudermos, iremos postar e lhes proporcionar imagens inesquecíveis.
Inté.